04 janeiro 2018

The Crown | Segunda Temporada


Esqueça o mito idealizado de ser princesa. Este é o sentimento após a conclusão da segunda temporada de The Crown, série da Netflix, que mostra os dez primeiros anos de reinado da rainha Elizabeth II, coroada em 1953.

E se ela já era digna de admiração pela postura adotada ao ser coroada para enfrentar todos os preconceitos e dificuldades inerentes ao mundo do poder exclusivamente masculino, em meados do século XX, os dez episódios revelam como as questões pessoais e profissionais se misturam e demandam muito dela, certamente, até hoje.

A vida de solteiro levada pelo príncipe Philip que contradisse o discurso de ser Elizabeth o seu trabalho permearam os dez episódios, colocando abaixo o encanto de uma união que completou 70 anos em novembro de 2017.

No primeiro episódio da segunda temporada, que começa com uma discussão do casal sobre o relacionamento, a rainha Elizabeth diz ao príncipe Philip que divórcio está fora de questão, afinal, ela é a ‘cabeça’ da igreja anglicana, e que precisam encontrar formas de fazer a relação dar certo.

Se o relacionamento com Philip, com quem Elizabeth II teve quatro filhos, não foi dos mais fáceis, as questões políticas, além das pessoais também não facilitaram o reinado da monarca.

De questões diplomáticas, a trocas constantes de primeiros-ministros e dilemas com a rebelde irmã, princesa Margareth, Elizabeth enfrentou as mudanças no corpo que a idade traz, bem como as comparações com ícones da beleza, como Jaqueline Kennedy, além das dificuldades como mãe e esposa.

A série revela detalhes de episódios históricos que levaram a mudanças na postura do reinado de Elizabeth II, que testemunhou a queda da maioria dos sistemas monárquicos ao redor do mundo, substituídos pelas repúblicas, e as adaptações que foram necessárias para que a Inglaterra chegasse ao século XXI com a vitalidade que chegou, bem como o alto preço pago por tudo isso.

God Save The Queen!

Nenhum comentário:

Postar um comentário