03 janeiro 2017

"Jornalismo Literário” - Primeira Leitura de 2017

No primeiro dia do ano, enquanto concluía o planejamento das metas e atividades para 2017, encontrei no meu computador um livro que comecei a ler no ano passado e por alguma razão não concluí. “Jornalismo Literário”, de Felipe Pena, publicado pela Editora Contexto, em 2006, conta com apenas 142 páginas e é, como a maioria dos textos jornalísticos, de fácil leitura, consequência do estilo.

A obra é composta por oito capítulos, dos quais eu tinha lido três. Em “uma sentada”, como dizem por aí, devorei as demais páginas que abordam a história do jornalismo, a crítica literária, o New Journalism – assim como o New New Journalism -, a biografia, o romance-reportagem e a ficção jornalística.

No decorrer das páginas, o autor destaca que ao escrevê-laa não teve a intenção de esgotar o assunto, mas sim apresentar a temática e propor o debate em uma área que tem sido cada vez mais atraente aos jornalistas que, como ele, por diversas razões, se aventuram a ir além da objetividade característica do texto jornalístico. É possível – e preciso - ir além!

Ao ler este trabalho de Felipe Pena, que é jornalista, psicólogo e professor de Comunicação, tive, em certos momentos, a impressão de que estava diante do retrato de um período e de uma prática quase que totalmente obsoletos, o que é no mínimo estranho, tendo em vista que o livro fazer referência a fatos registrados até o ano de 2005. 
 
O que este sentimento revela é que apesar de o lapso temporal ser de pouco mais de dez anos, as transformações pelas quais a sociedade passou nesta década são significativas ao ponto de nos levar à percepção de um período muito mais longo entre o registrado naquele relato e os dias de hoje. As transformações sociais têm consequência direta no fazer jornalístico que, como é possível verificar diariamente, ainda tenta se reinventar em um ambiente cada vez menos disponível à ser pautado por ele.

Acredito que o livro de Felipe Pena cumpre a função de despertar o interesse pelo Jornalismo Literário na medida em que, a cada capítulo, apresenta além da discussão proposta, autores e obras que aprofundam cada tema abordado. A lista de indicações de leitura inclui desde clássicos da Filosofia até autores contemporâneos de diversas áreas, dos quais alguns títulos já tenho e serão lidos e/ou relidos, e outros adquiridos. A wishlist só aumenta!

Assim, o livro “Jornalismo Literário” é o primeiro livro lido em 2017 e o recomendo àqueles que tiverem interesse neste tema. No momento, continuo com a leitura do primeiro tomo de “A Riqueza das Nações”, de Adam Smith, e “A Guerra dos Tronos – As Crônicas de Gelo e Fogo”, de George Martin, no Kindle.
Há literatura em qualquer forma de vida. Para o jornalismo, então, a única alternativa é a ressurreição. Precisamos arrancá-lo da tumba.”Antônio Pastoriza

Primeiro livro lido em 2017.