10 setembro 2019

Kardec



Neste domingo, 8 de setembro de 2019, assisti ao filme Kardec, que depois da estreia no cinema, em maio deste ano, integra o catálogo da Netflix desde o final do mês de agosto.

Com cerca de duas horas de duração, o longa-metragem narra a trajetória do professor Hippolyte Léon Denizard Rivail para a estruturação da Doutrina Espírita, na França católica da segunda metade do século XIX.

Fortemente influenciado pelo positivismo, Rivail era cético sobre a possibilidade de existência de vida após a morte e, mais ainda, de qualquer comunicação entre vivos e mortos.

Em uma época na qual o fenômeno das mesas girantes se multiplicava pela Europa e Estados Unidos, uma série de acontecimentos leva Rivail a aceitar o desafio de estudar sistematicamente as comunicações com os Espíritos.

O resultado do trabalho compilado com a participação de outros estudiosos e diversos médiuns foi a publicação de O Livro dos Espíritos, em 18 de abril de 1857. Este foi o primeiro livro da chamada Codificação Espírita.

O filme revela a mudança que o conhecimento pode causar na vida de uma pessoa e a resistência que a disseminação da informação pode encontrar, por questionar a estrutura social, cultural e de poder vigente.

"Não há fé inabalável senão aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da Humanidade." Allan Kardec 

Rivail, que já tinha adotado o pseudônimo Allan Kardec, passou de descrente a defensor da Doutrina Espírita, que ajudou a tornar mundialmente conhecida por meio dos livros produzidos, sob a orientação dos Espíritos.

O longa-metragem tem direção de Wagner de Assis, elenco formado por Leonardo Medeiros, Sandra Corveloni e Genezio de Barros, entre outros, e é baseado no livro Kardec – A Biografia, do jornalista Marcel Souto Maior, publicado em 18 de setembro de 2013, pela editora Record, com 396 páginas.

Ao ver a referência ao livro no final do filme, lembrei já o tinha lido e checando no instagram confirmei a data: 8 de setembro de 2016.

Coincidência? Não sei, mas, para aqueles que se interessam pelo assunto, vale tanto o filme quanto o livro, para o qual, infelizmente, não escrevi resenha à época.

Quem sabe rola uma releitura, né?