Há cerca de dois anos tenho trabalhado de maneira consistente para desapegar de muitas coisas, especialmente, do papel. Sempre integrei o time das pessoas loucas por artigos de papelaria - e continuo gostando bastante -, porém, tenho racionalizado o uso das canetas, borrachas, post-its, cadernos, bloquinhos e afins.
Nesse processo, duas coisas têm se mostrado como as mais desafiadoras:
- Refinar arquivos físicos;
- Identificar o meu modelo ideal de registro e planejamento online.
Mudar do ambiente analógico para o digital não é nada fácil para quem, como eu, não é nativo digital.
Gosto da experiência de contato do papel com a caneta, que em seu ritmo de deslizamento gradativo é capaz de dar vida aos pensamentos, sentimentos, planos, metas e desafios.
O ambiente virtual agiliza esta prática, tendo em vista que digitar é mais rápido do que escrever, mesmo que a gente se dedique à escolha de fontes especiais, cores e formados diferentes.
Além disso, a praticidade de poder ter os arquivos e anotações que quisermos conosco, ao mantê-los na nuvem, que possibilita o acesso no smartphone, no computador, notebook, de forma totalmente remota, sem que seja necessário carregar mais um item associado a todas as coisas que precisamos ter por perto.
As anotações das aulas e de registros de leituras já estão sendo feitas tanto em arquivos de Word, como no OneNote, onde tenho a possibilidade de construir cadernos diversos, nos mais variados formatos.
O mesmo vale para o diário, que ainda não tenho certeza se manterei apenas online. Ainda em fase de experiências!
A agenda e/ou bullet jornal já passou por caderno, fichário, OneNote e agora estou associando o Calendário e o To Do, da Microsoft, para ver como me saio e sinto.
O To Do tem exigido mais de mim, pois tem funcionalidades que ainda não conheço ou, simplesmente, ainda não sei usar, o que representa mais uma oportunidade de aprendizado, não é mesmo?
Neste processo de desapego, que envolve o conhecimento e aprimoramento de métodos de produtividade, tem também a inspiração da filosofia minimalista, do método Marie Kondo, Vida Organizada. Os resultados práticos desta iniciativa são o aumento do foco, organização, redução de custos, menos necessidades e melhor uso e aproveitamento daquilo que já tenho à disposição.
Experimentar novas possibilidades de desenvolvimento das tarefas da minha rotina têm sido uma excelente oportunidade de autoconhecimento, pois, a partir de cada nova experiência, consigo identificar e filtrar com mais clareza àquilo que se afina a mim ou não.
Sair da zona de conforto sempre será excelente oportunidade de aprendizado!
Sigo experimentando! 😊
