24 fevereiro 2019

Filmes e séries que andei assistindo


 

Na noite deste domingo, 24 de fevereiro, acontece a 91° edição do Oscar e nada mais adequado do que registrar o que andei assistindo nos primeiros meses do ano. Arrisco dizer que algumas dessas obras farão parte da lista de melhores de 2019.

Em janeiro assisti a primeira temporada da série da Marie Kondo, na Netflix, Ordem na Casa, que despertou o bicho da organização que estava latente por aqui e impôs um ritmo de desapego e reordenação que se associou à perspectiva minimalista que tem me orientado já há algum tempo.

Vale ressaltar que a série não fala apenas sobre organização, mas também expõe as relações interpessoais que são fortalecidas e/ou (na maioria dos casos) enfraquecidas pela falsa necessidade de entulhar coisas.

Neste mesmo sentido, a série induz à reflexão sobre os sentimentos não observados que se escondem sob a compulsão por compra e que precisam ser encarados.

O livro da Marie Kondo já está na lista de leitura para este ano!

Nos primeiros dias de 2019, assisti a sexta temporada de House of Cards que, sem Frank Underwood (Kevin Space), perdeu muito do apelo característico da série. Mesmo assim, a exposição de como se dão asrelações de e com o poder é algo que não deve ser ignorado e, só por isso, jámereceria a audiência do público no atual contexto político mundial, em especialo brasileiro.

 Desapontamento similar aconteceu com Suits, que, naoitava temporada, não conta com a participação de personagens centrais, como Patrick J. Adams que interpretava Michael Ross, e a duquesa de Sussex, Megha, que davavida a Rachel Zane.

Neste caso, se não tiver nada mais interessante para assistir (o que é quase impossível!), pode se jogar.

Um dos destaques do período ficou para a série russa Trotsky, que, na primeira temporada, conta sob a perspectiva doprotagonista como se deu a ascensão e queda do socialismo na Rússia no iniciodo século XX, qual a relevância dele, Lênin e Stálin, antes, durante e depois da Revolução Russa de 1917. 

Uma aula de história que traz ainda o envolvimento entre Leon Trostky e Frida Kahlo, o contato dele com Freud, a perseguição e morte do protagonista sob a orientação de Stálin.  Vale muito dedicar seu tempo a esta série!

Ainda no ambiente Russo, conclui a primeira temporada de War and Peace, disponível no Claro Vídeo, e que apresenta um resumão da obra de Liev Tolstói que, como não poderia deixar de ser, traz o humanismo em sua essência. O livro está na lista de leitura e espero saboreá-lo em muito breve!

O mês de fevereiro começou mais leve, mas não menos emocionante, com a versão da Netflix de Mogly (2016). Para este filme, já tem resenha no blog e é puro amor!  Prepare a caixinha de lenços, porque é quase impossível conter as lágrimas.

Este mês tem sido de mais filmes que séries e, além de Mogly, também assisti A noite de 12 anos, que conta o períodode cárcere que o ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, e outros companheiros de luta armada ficaram em cárcere, no período ditatorial daquele país. Esse é o tipo de história que precisamos conhecer. Precisamos, mesmo!

Os únicos derrotados são os que desistem.” A noite de 12 anos

 O filme, de 2017, The Post, com Meryl Streep e Tom Hanks, não tinha como dar errado. Que filme! A narrativa apresenta a luta dos jornais para garantir a liberdade de imprensa, em risco, por causa da iniciativa do governo norte-americano de esconder ao longo dos anos, o fracasso que sempre foi a Guerra do Vietnã.

As relações de e com o poder são condutoras deste filme que conta, também, a posição de resistência feminina contra o machismo que sempre a vitimou. Este é o tipo de filme para assistir diversas vezes, inclusive por ter sido a batalha relatada no filme o estopim que levou ao caso Watergate, e resultou na renúncia do então presidente norte-americano Nixon.

E na mesma linha jornalística, revi Spotlight,por indução da decisão do Papa Francisco de expulsar da igreja os padres acusados de pedofilia. O primeiro foi um cardeal norte-americano.

 No filme, os jornalistas seguem o rastro de denúncias de casos de padres pedófilos que leva à identificação de uma rede de corrupção que minimiza e/ou ignora o impacto deste tipo de conduta sobre a vítima para proteger os acusados e, principalmente, a instituição.  Os números são assustadores!

O Papa Francisco é admirável! #opapaépop

O meu desejo é que o pontífice suporte as pressões que, certamente, está sofrendo, para lidar de frente com esse escândalo que já era do conhecimento de todos, mas passa a ter impacto diferenciado quando o representante máximo da igreja reconhece a omissão de décadas e chama a responsabilidade para si.

A arte, sem dúvida, representa a vida! 😊