06 fevereiro 2019

Minimalismo



Há algum tempo tenho refletido sobre o significado dascoisas materiais que desejamos tanto adquirir e o porquê desta busca ser percebida como algo sem fim, tendo em vista a nossa insaciável insatisfação com tudo.

Ora, se a insatisfação é uma constante, parece lógico que algo está errado nessa busca materialista que, além de ser um poço sem fundo por onde nosso suado dinheiro escorre, também é causa de ansiedade, frustraçõese uma infinidade de outros males que - de maneira equivocada – julgamos curar ao comprar sem medidas, sem propósito.

Não há nada errado em desejar e comprar coisas, desde que esses itens tenham significado para você e não para dar uma resposta à sociedade do consumo que afirma que nós somos obrigados a ter para, só então, ser. Mas, não, não somos obrigados a ter nada para ser. Na verdade, somos livres para escolher.

Essa percepção faz com que a nossa relação com o mundo, como dinheiro, com nossas coisas, e com a gente mesmo mude completamente. Acredite, as relações estabelecidas tornam-se muito mais simples e, convenhamos,quem não quer ter uma vida mais simples e significativa?

Significado e simplicidade são as duas peças que considero centrais da filosofia minimalista que, diferente do que muitas pessoas pensam, nada tem a ver com um número de coisas que temos permissão para ter.

Para começar, nada é proibido. O que de fato acontece é o estímulo à reflexão sobre o que  todas as coisas que acumulamos ao longo da vida significam, se significam e o que realmente tem significado para nós.

Este é um processo em construção permanente, mas que, para mim, tem forte influência de Marie Kondo e dos Minimalistas. Ambos têm série e documentário, respectivamente, na Netflix, além de livros sobre organização e o essencialismo, que ainda não li, mas estão na lista.

Ser grato pelas coisas que possuímos e desapegar daquilo que não faz (mais) sentido é um exercício gratificante que nos ajuda identificar estilo, lacunas e necessidades reais,

Temos tantas coisas que nem sabemos o que de fato possuímos, até que um dia façamos a opção de olhar para cada coisa para identificar o quedeve permanecer e o que deve ir. Mas dá trabalho e é muito mais fácil fechar a porta do armário e comprar aquilo que, naquele momento, acreditamos ser imprescindível ter.

Olhar para nossas coisas é um exercício que nos leva a olhar para nossa alma, nossa história e projetar o caminho que queremos seguir daqui para frente.

Você não precisa se desfazer daquilo que é importante para você, mas garanto que ter os objetos que representam algo diante dos teus olhos vai torná-los ainda mais significativos, ao mesmo tempo em que deixará seu coração e sua casa leves, bem mais leves.

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