Sem pretensão alguma, comecei a assistir “Criminal Minds”, no StarPlus, serviço de streaming assinado para acompanhar a última temporada de “This is us” ♡, série que considero uma das melhores da vida por abordar a essência do que é ser humano e cujo conteúdo pode (sem promessas) vir a ser abordado em futuros posts.
O importante para este post é compreender a cronologia do metatexto que leva o leitor do conteúdo on-line de um ponto a outro mesmo que, ao menos a um primeiro olhar, pode parecer não existir conexão entre eles. Mas o algoritmo está aí para nos mostrar que a história não é bem essa, certo?
Pois bem, as cinco primeiras temporadas da série sobre a família Pearson, de “This is us”, foram consumidas no Amazon Prime, mas a última só estava disponível no StarPlus. Depois da conclusão dessa história, de novo, essencialmente humana, e com tempo de assinatura, a opção foi pelo conteúdo das Kardashians, protagonistas de um dos pouquíssimos realities shows capazes de prender a atenção desta que vos escreve.
O reality das Kardashians é daquele tipo que só libera novos episódios a cada semana. Mesmo modelo seguido para a exibição da história delas desde o “Keeping up with the Kardashians” no E! Essa estratégia levou à renovação do StarPlus, única maneira de acompanhar o drama das ricas de Calabasas até o final da temporada. De novo, com tempo sobrando, a opção foi abraçar as 15 temporadas de “Criminal Minds”, série exibida no canal AXN, na mesma época em que “E.R.”, outro amorzinho da vida, passava no Warner Channel, sendo esta última a que acompanhava de maneira sistemática.
Agora era a hora de dar atenção ao conteúdo psicológico abordado em “Criminal Minds” e, ao terminar de assistir a oitava temporada, posso afirmar que a decisão foi muito acertada. Venha o que vier, é um conteúdo que recomendo muito, mesmo para aqueles que, como eu, são sensíveis às abordagens violentas, porque, apesar dos crimes guiarem as histórias contadas a cada episódio, o que está em jogo é o ser humano, as relações estabelecidas e como cada personagem, assim como cada um de nós é resultado dessas interações.
O fio condutor da série é o trabalho de análise comportamental realizado por uma equipe de especialistas do FBI que, sim, nos ajudam a compreender a lógica que orienta o comportamento dos criminosos retratados na série, mas também os nossos e os das pessoas que nos rodeiam. Mesmo que esses comportamentos pareçam não ter lógica para nós, pelo fato de serem abordados no extremo que é a conduta de um criminoso, as discussões e análises que a série apresenta revelam que a narrativa que orienta a conduta de qualquer individuo só precisa ter lógica para quem pensa sobre ela. E é aí onde mora o perigo, por exemplo, dos traumas ignorados.
Acompanhar o entrelaçamento do trabalho com a vida pessoal dos integrantes da equipe também estimula reflexões significativas ao espectador que, naturalmente, cria vínculos com cada um deles. Não por acaso, o primeiro episódio da sétima temporada, intitulado “It takes a village”, foi o mais emocionante dos cerca de 140 assistidos até aqui. O mais eletrizante, se é que é possível escolher apenas um sem cometer injustiça, foi o último da oitava temporada, intitulado “The Replicator”, que conta com a participação de ninguém menos que Mark Hamill - eternizado como Luke Skywalker, como o Replicador.
Que venham as próximas sete temporadas, para as quais estão depositadas as melhores expectativas!
348 episódios e satisfação garantida
O texto acima foi escrito em 4 de dezembro de 2022 e por alguma razão agora desconhecida, não foi publicado. Mas o sentimento expresso ali é o mesmo e relendo aquelas linhas dá para reviver a emoção do que as experiências com cada uma das séries e episódios mencionados foram capazes de aflorar.
Agora, depois de 348 episódios assistidos em 15 temporadas de “Criminal Minds”, exibidas entre 2005 e 2020, é possível afirmar que esta é uma séria sobre amizade, família e a importância dos vínculos que construímos ao longo da nossa caminhada. Cada um de nós é resultado disso.
Ainda emocionada por mais uma mudança no grupo da unidade de análise de comportamento do FBI, que marca o fim da série, há lições a serem refletidas e aprendidas, mas sobretudo vividas, porque a vida é o que temos agora. Não há como saber se haverá depois, por isso, sejamos presentes, com foco no processo e em cada etapa da melhor forma que é possível no momento, na oportunidade que nos é dada, o que inclui não deixar para publicar amanhã o que foi escrito hoje.
Faça o melhor que pode nas condições que tem. Isso é o que dá significado e satisfação à vida e, consequentemente, a nós mesmos.
Só acaba quando termina
Ou seria “só termina quando acaba”? Não, “Criminal Minds” ainda não acabou, em novembro de 2022 foi lançada nos Estados Unidos a temporada 16, sob o título “Criminal Minds: Evolution”. Aguarde notícias.
