Um novo dia, início de semana, do mês e do ano são considerados momentos propícios para retrospectivas. Apesar desta ser apenas mais uma das crenças socialmente construídas, o recomeço é sempre uma oportunidade para reordenar rotas a partir da compreensão dos momentos já vividos.
O mais importante desta ideia é que este recomeço está nas nossas mãos a todo momento, por isso, revisitar os passos dados é sempre uma janela de oportunidades para os dispostos a aproveitar o que ela revela.
Seguindo este processo de reflexão, percebo que os cinco primeiros meses de 2019 foram, de fato, o que venho sentido, de uma busca por mais organização do cotidiano e, ao mesmo tempo, marcados pela dificuldade de colocar as ideias em prática por causa das próprias demandas da vida, uma contingência em si mesma.
Apesar da percepção de falta de controle [que, na realidade, não existe!] e unidade, há também o reconhecimento que, mesmo de maneira não linear, o trabalho para a conquista das metas previamente estabelecidas se mantém constante e diário, as leituras concluídas são exemplo disso..
Aproveitei este momento para rever a lista de livros lidos nesta primeira parte do ano.
A meta definida para 2019 era de retomada da leitura de um livro por semana. Em termos numéricos, estou devendo quatro livros, já que até 31 de maio foram 16 leituras concluídas, contando com três audiobooks.
- Escola e Democracia | Dermeval Saviani
- O pequeno príncipe | Antoine de Saint-Exupéry
- Como as democracias morrem | Steven Levitsky & Daniel Ziblatt
- Os Donos do Poder | Raymundo Faoro
- O privilégio da servidão | Ricardo Antunes
- Feliz Ano Velho | Marcelo Rubens Paiva
- O milagre da manhã | Hal Elrod
- O método Bullet Journal | Ryder Carroll
- Os homens explicam tudo para mim | Rebecca Solnit (AB)
- O menino do pijama listrado | John Boyne
- O discurso do método | René Descartes
- A arte do romance | Virgínia Woolf
- Lute como uma garota – 60 feministas que mudaram o mundo | Laura Barcella & Fernanda Lopes (AB)
- Mindset: A nova psicologia do sucesso | Carol Dweck
- Ansiedade – Como enfrentar o mal do século | Augusto Cury (AB)
- Lucíola | José de Alencar
Os títulos foram muito diversos e revelam um distanciamento do estilo que me mais me representa são os clássicos da literatura.
Nesses meses, passei mais por livros de organização como O milagre da manhã - que tenho praticado desde o final de fevereiro e trouxe contribuições significativas para os meus dias, como, por exemplo, a reinserção da corrida a partir da melhor organização do meu tempo.
O método Bullet Journal também foi marcante. Mesmo antes da leitura do livro, comecei o ano com um bujo em papel,mas após a leitura do livro e algumas adaptações, passei a usar o bujo digital, em maio, e a experiência tem sido satisfatória. Um constante aprimoramento.
O uso mais intensivo do Ubook me colocou em contato com duas obras feministas que abriram meu olhar para outros temas da literatura que, até então, não consumia com tanta ênfase.
Os homens explicam tudo para mim e Lute como uma garota são livros referência na área, sendo o segundo, de Laura Barcella e Fernanda Lopes, daqueles para se ter em casa à disposição de frequentes consultas.
Não posso dizer que as leituras foram ruins e/ou poucas, mesmo que abaixo da meta, porque não foram, aprendi com todas, além do que, a qualidade é mais importante que a quantidade, não é mesmo?
O incômodo que sinto é que, apesar do aprendizado conquistado até aqui, fugi da minha proposição de leituras para o ano e o momento, agora, é de retomada.
Sair da zona de conforto é sempre bom. São novos olhares que se somam ao nosso e, ao mesmo tempo, reforçam sensações e percepções que não podem ser ignoradas. Sinto falta da consistência dos clássicos da literatura.
Agora quero concluir as leituras em andamento e, pouco a pouco, reorganizar a vida e, senão de forma geral, manter o mínimo controle na construção dos meus dias para fechar o ano com os 52 livros lidos, da forma menos aleatória possível., associando antigas e novas preferências.
Leituras que seguem!
