
O Centro de Hidrografia da Marinha, localizado no Rio de Janeiro, informou em nota enviada por e-mail na noite desta terça-feira, 15 de outubro de 2024, que "de hoje até 20OUT não são esperadas condições de mar grosso tampouco ressaca no litoral potiguar”.
A nota afirma ainda que "o Serviço Meteorológico Marinho (SMM) não emitiu até o momento avisos de mar grosso (ondas acima de 3,0 metros) ou ressaca (ondas acima de 2,5 metros nas praias) para a localidade em questão. Nossos modelos de previsão indicam ondas de direção sudeste com altura até 1,5 metro no RN até o final de semana (20OUT)".
O documento ressalta que “um fator importante na região Nordeste é a maré, que corresponde a oscilação do nível do mar. Como estamos nos aproximando da fase cheia da lua, espera-se que a variação diurna (chamada de amplitude) do nível do mar local esteja mais acentuada, sendo esse fenômeno conhecido como maré de sizígia, comum tanto na lua cheia quanto na lua nova".
- Leia aqui o e-mail do Centro de Hidrografia da Marinha.
As informações do Centro de Hidrografia da Marinha reforçam as mensagens que foram enviadas na tarde desta segunda-feira, 14 de outubro de 2024, pelo Centro de Coordenação e Controle da Autoridade Marítima (CCCAM) da Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte (CPRN) e pela Assessoria de Comunicação Social do Comando do 3º Distrito Naval, sobre a inexistência, até aquela data, de aviso de mau tempo emitido pelo Centro de Hidrografia da Marinha.
Os dados desmentem a justificativa do movimento de representantes do setor turístico com a Prefeitura de Natal, de riscos de danos à estrutura da praia de Ponta Negra por causa da maré alta prevista para o período entre 14 e 20 de outubro, para "prorrogação do decreto de emergência, aceleração da obra da engorda, instalação de barreiras temporárias de contenção, monitoramento contínuo pela defesa civil das condições costeiras e das marés a fim de evitar acidentes, dentre outras".
Veja aqui:
Vale ressaltar que a cobrança à Prefeitura de Natal, feita dos representantes do setor turístico, que vivem da exploração das belezas naturais da cidade, por ações de preservação da praia de Ponta Negra é bem-vinda, apesar de chegar com 12 anos de atraso, tendo em vista que o calçadão da principal praia urbana da capital potiguar ter sido destruído por uma ressaca de ondas com 2,6 metros em 2012, o que deu início ao intenso processo de degradação pelo qual passa a praia desde então.
Mas eles não são os únicos atrasados.
Veja aqui:
Outro ponto importante a ser observado neste movimento é que a Prefeitura de Natal, mesmo tendo um órgão de Defesa Civil e uma Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo, precisou ser alertada por empresários sobre a suposta “iminência de marés altas”, para realizar uma reunião, nesta terça feira (15), com o objetivo de "ouvir sugestões e propostas sobre novas ações a serem adotadas para dar continuidade ao trabalho de monitoramento, proteção e conservação da área".
Os avisos de mau tempo são divulgados no site do Centro de Hidrografia da Marinha.
